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sábado, 4 de junho de 2011

Homofobia

Colega: Credo, você tem vários amigos gays, falou que gosta de Isabella Taviani... Será que você não é sapatão? Que nojo!
Eu: Então, penso que para ser homossexual é necessário muito mais do que gostar do som de uma cantora lésbica ou ter amigos gays. Acho que você precisa rever os seus conceitos, aprender o que é ser homossexual, vai que você está fazendo coisas que realmente te definam como um, tipo oferecer o seu "brioco" a outros homens, e você nem sabe.? Tem que ver isso daí.
Eu sou hetero, segura da minha sexualidade e inteligente, por isso, posso viver plenamente sem preconceitos, já você, eu repito: tem que ver isso daí...



segunda-feira, 25 de abril de 2011

Deixem o amor em paz!


                Eu não aguento mais ouvir falar de amor! Parem por favor!!!
             Impossível que num mundo tão grande e cheio de acontecimentos não haja outras coisas que possamos conversar, comentar ou publicar no facebook. Parece que ultimamente não há fome, não há guerra, não há perspectivas profissionais, não há uma piada de português ou de papagaio, o que existe é apenas o amor, ou, pior ainda, a falta dele.
             Quanto mi mi mi, quanto ninguém me ama, ninguém me quer. E, ao contrário dos manuais de auto-ajuda eu não vou dizer para cuidar do jardim que as borboletas vêm. Isso é balela, sabem tão bem quanto eu que as borboletas mais formosas parecem urubus, gostam é de aterros sanitários, não de jardins. Eu vos convido (incluindo-me) a pensar o seguinte: até que ponto precisamos mesmo desse “amor”?
             Diga-me encalhada (o) ou ciscador (a): será que esse amor de cinema americano não é mais uma coisa que bombardeando sua mente para vender mais? Claro que não há ser humano sem amor, amamos nossos pais, nossos amigos e porque não aquele gatinho ou gatinha especial, mas daí a só falar e pensar nisso, aí já é um exagero.
             Com ou sem o amor do cinema americano, a vida passa, os bons momentos, as oportunidades, a juventude, tudo vai nos escorrendo pelos dedos, então, em vez de parecer um cachorro de corrida atrás de uma salsicha inalcançável, porque não ser um vira-lata, comer o que aparece, sentir o prazer da liberdade e assustar o carteiro?
               A propósito, alguém sabe da situação do meu Ramalhão no campeonato brasileiro?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O McGiver de Mauá...

O Zé é o moço dos serviços gerais que conserta as coisas aqui de casa, da casa do meu nono, da minha tia e de mais um monte de gente. Ele é assim, baixinho, mirradinho, negro, migrante, mora na periferia de Mauá e tem pouco estudo.
Toda vez que o Zé vem consertar algo eu fico fascinada com a inteligência dele, que é assim um McGiver da construção civil, não há problema para o qual ele não apresenta uma solução inteligente, lógica e mesmo que informal, muito fundamentada.
Às vezes eu fico pensando o que não poderia fazer o Zé se tivesse tido ele capacidade de estudar e ter acesso à conhecimentos formais, da mesma forma que eu penso o que não poderiam fazer aqueles que estudaram, mas que nunca tiveram ou que perderam no caminho do formalismo a inteligência prática do Zé?