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sábado, 9 de julho de 2011

Justo, muito Justo, Justíssimo!!!

Na minha casa ninguém nunca ligou para futebol, nunca vi meu pai assistir a um jogo inteiro, assistia apenas aos da seleção, por isso, cresci sem nenhum interesse por futebol e sem um time do coração para torcer - depois de grande eu descobri o amor pelo Ramalhão, mas é outra história.
Durante minha adolescência, nos anos 90, os Colírios da Capricho começaram a desabrochar, também foi nessa época que futebol começou a ficar mais popular entre as mulheres e os jogadores mais bonitinhos, como o Raí, o Caio e o Leonardo começaram figurar nas revistas, claro que antes deles outros jogadores foram considerados galãs, mas nada com tanto ênfase.
A minha amiga Graci era maluca pelo Leonardo que jogava no São Paulo, mesmo sendo Corinthiana roxa, mas temos de concordar que ele era uma delicinha crocante. Nessa época eu gostava mesmo era do Rubinho Barrichello, objetivamente eu sei que ele nunca foi bonito, mas eu gosto mesmo é de homens com uma beleza subjetiva, uma beleza especial.
Bem caro leitor, os parágrafos anteriores serviram para dizer que futebol e homem objetivamente bonito nunca me atraíram até a tarde de hoje quando, mudando de canal eu o vi.
Moreno, cabelo muito bem cortado com o "pezinho" impecavelmente aparado, olhos pequenos, redondos, penetrantes e uma roupinha, digo um uniforme, diferente dos demais.
Absurdamente encantada lá fui eu procurar no google "goleiro da seleção paraguaia" e lá me vem:

"Justo Villar é um goleiro paraguaio, joga atualmente no Real Valladolid, clube espanhol . Nasceu em 30 de junho de 1977
Altura     1,80 m
Peso     80 kg
Pé     Destro"



Infelizmente, o Justo apareceu no jogo menos do que deveria, por isso, não consegui manter o interesse necessário no jogo, a Emília chegou para fazer minhas unhas, enfim, eu dispersei. Mas, pode apostar que eu revisitarei o álbum da copa com mais atenção e de hoje em diante verei o futebol e os homens objetivamente bonitos com melhores olhos...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O nome...

Um dia desses...

Eu: Mãe, tinha uma menininha na farmácia, 7 meses, chamada Luciana. Eu pensei que tinham acabado as Lucianas do mundo.
A mãe dela disse que ela estava com pneumonia e tinha acabado de tomar injeção, os olhinhos ainda estavam cheio de lágrimas e para completar estavam nascendo os dentes dela.
Mas, toda a indisposição passou quando ela viu o moço da farmácia limpar os produtos com um espanador. Ela ria tanto que todo mundo na fila começou a rir também e o moço começou a balançar o espanador de propósito.
Minha mãe: Vai ver que é bem do nome...
Eu: Ou mal do nome...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Aniversário!


Quando eu nasci, cesárea era moda, ninguém achava que a mulher era um monstro por não querer sentir as dores do parto e optar por um método mais seguro e prático para parir o seu filhote.
Foi assim:  A obstetra da minha mãe também estava grávida, sugeriu que eu nascesse no dia 22 a noite. Meu pai, teve a brilhante idéia de sugerir que eu nascesse no dia do aniversário da minha avó, a mãe dele, dia 23 de junho. A médica e a minha mãe concordaram. “É até melhor”, disse a Dra. Bernardete a minha mãe, “você interna pela manhã e faremos a cesárea a tarde”.
Feito! Minha mãe internou as 10, eu nasci às 16:15 e meu pai correu para dar as boas novas a minha avó pelo telefone, pois ela estava lá em Teresina.
“ Mamãe, é uma menina e nasceu no dia do seu aniversário!”
“Ow meu filho, que coisa boa, mas meu aniversário é amanhã...”
E eu que era para nascer no dia de São João, acabei nascendo no dia de Santa Edeltrudes, Santa Agripina (a avó de Nero, aquele que pôs fogo em Roma) e de São José Cafasso (o Santo da forca)...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Pronto, falei!

Você é legal, oferece ajuda, a pessoa não se faz de rogada e aceita. Porém, o que era para ser uma ajuda acaba virando uma obrigação, você, muito polido, acaba cedendo aqui e ali, quando percebe, o cidadão (ã) sem a menor cerimônia acaba se apossou de você.
Raras são as pessoas que nunca vivenciaram uma situação assim e nessas ocasiões é muito comum ouvir:  "tá vendo, você é muito bonzinho"? "tem que aprender a dizer não." e assim vai.
Mas, peraí, o problema não está em você,  ninguém pode ser culpado por ser gentil, polido. O problema são os folgados, abusados e nojentos que não têm noção do que é uma gentileza e acabam confundindo favor com obrigação!
Claro que como diria o Dr. Içami Tiba, "onde tem um folgado, tem um sufocado," também é sabido que "só tem palhaço, porque tem plateia". Mas, em vez de você se esforçar para ser menos educado e gentil, porque não se esforçar para dizer a um abusado: F.O.L.G.A.D.O!
Proponho uma campanha nacional, não, mundial! Uma campanha mundial contra os folgados, vamos ridicularizá-los, vamos apontá-los e vamos torcer para que eles aprendam a receber uma gentileza, afinal, um mundo objetivo e gentil é um mundo melhor.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Querido Blog

Querido Blog,
O meu dia começou bem difícil, mais pesado que eu, fazia uma sombra que cobria tudo e não tinha nenhum pedacinho de luz, quando eu pensei que não ia aguentar saí para tomar ar e ver a luz do dia de todo mundo, aí eu encontrei o Viny Venancio e a Fran.
Depois, almocei com a @ Regiane Silvestre, continuei fazendo o trabalho que eu gosto, mas de novo eu pensei que não fosse aguentar e lá tinha a cutucada do @ Fernando Cavalcanti, depois o caminho de volta com o @ Ivan Renê Borsetto.
De banho tomado, barriga cheia, na minha cama quentinha vendo a novela, tudo deveria estar bem, mas de novo a sombra do dia pesado me rondou e antes que ela ficasse grande demais, eu apelei para o maior amor do mundo e mandei uma mensagem para o meu filhote @Rafael de Sousa, claro que antes disso eu tive que gritar para o @João Antonio Cardoso devolver meu celular.
E no fim das contas, o dia que era muito pesado e escuro não ficou mais leve, mas eu tive várias lanternas e muias mãos para me ajudar a carregá-lo...

P.S.: Eu não acredito em nada, mas eu gosto tanto de alguns santos, principalmente Santo Antônio...

 

sábado, 4 de junho de 2011

Homofobia

Colega: Credo, você tem vários amigos gays, falou que gosta de Isabella Taviani... Será que você não é sapatão? Que nojo!
Eu: Então, penso que para ser homossexual é necessário muito mais do que gostar do som de uma cantora lésbica ou ter amigos gays. Acho que você precisa rever os seus conceitos, aprender o que é ser homossexual, vai que você está fazendo coisas que realmente te definam como um, tipo oferecer o seu "brioco" a outros homens, e você nem sabe.? Tem que ver isso daí.
Eu sou hetero, segura da minha sexualidade e inteligente, por isso, posso viver plenamente sem preconceitos, já você, eu repito: tem que ver isso daí...



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rede social


Sou de Santo André e conheci o Fernando que é do Recife, a Lia de Brasília, mas já morou em Mossoró e a Elaine que é do Rio, mas agora está em São Paulo numa comunidade do Orkut.
Depois, reencontrei a Lia, a Elaine e o Fernando no facebook.
Comentando as postagens do Fernando, conheci o Guilherme que de Curitiba.
Acompanhando as postagens do Guilherme eu conheci a Banda Mais Bonita da Cidade que não é senão uma música que tem o mesmo clima de uma manhã de frio com sol.


terça-feira, 10 de maio de 2011

A maravilha da máquina

        Há alguns anos eu li um livro chamado a Máquina de Xadrez, baseado numa história real, do Wolfgang von Kempelen, um engenheiro, conselheiro da imperatriz Maria Teresa, da Áustria e da Hungria que no século VIII projetou um autômato em forma de humano, um turco capaz de jogar xadrez e derrotar os mais experientes e astutos adversários.
       O invento se tornou tão comentado que sua fama chegou aos Estados Unidos, virando tema de conto do Edgar Allan Poe. Obviamente que, naquela ocasião, ainda não havia tecnologia suficiente para uma máquina “inteligente”, sendo assim, o autômato não era senão uma grande farsa, pois seus movimentos eram comandados por um jogador profissional escondido num compartimento secreto.
       É óbvio também que na ocasião muitas pessoas desconfiaram do truque, mas ninguém conseguiu provar o embuste, o próprio barão Wolfgang von Kempelen morreu no começo do século XIX negando qualquer manipulação humana nos movimentos do autômato.  A farsa só foi admitira após a morte do inventor, por um enxadrista francês que chegou a manipular o Turco.
        De tão famosa, a máquina de xadrez foi parar num museu, lá na Filadélfia, mas um incêndio não permitiu que ela chegasse até o século XX e a grande farsa se encerrou ali mesmo no século XIX.
       O mundo gira, a tecnologia evolui, hoje não é novidade para ninguém uma máquina que jogue xadrez, nem encanta mais. Mas, esses dias, a minha amiga Ana Paula me contou de um super computador de altíssima capacidade, não só joga xadrez como responde as perguntas mais difíceis num jogo de perguntas de conhecimentos gerais, o nome dele é Watson, ele fala com o apresentador, cativa a platéia e tem uma capacidade incrível de revolucionar o mundo da informática.
       Bem, o fato é que desde sempre a máquina, mesmo sendo produto do humano, exerce sobre nós o mais poderoso fascínio, o mesmo que o espelho provocou no Narciso. Isso por que, vemos na máquina toda a nossa capacidade criativa e de realização, capacidade de concretizar o impossível, capacidade de ser humano.
       Penso que resolveremos os grandes assuntos quando o que for sublime por ser essencialmente humano e manifesto nas atitudes, pensamentos e crenças causar a mesma admiração e encanto que as máquinas.




segunda-feira, 2 de maio de 2011


        Quando eu li na folha que a novela Roque Santeiro vai ser exibida novamente no Canal Viva, fiquei tão contente, talvez de todas as obras televisivas que eu assisti essa tenha sido a de maior influência.
          A viúva Porcina com seus laços, seus brilhos, seus babados, seu espalhafato e sua trilha sonora foi o meu primeiro referencial feminino, a mulher que eu queria ser quando crescesse. Foi com a viúva Porcina que eu descobri que gostava de rosa. Sim meus amigos, até os cinco anos, eu não tinha roupas rosa, a minha mãe detesta esta cor, mas vendo Porcina em sua cama redonda com espelho no teto e suas roupas espalhafatosas, a maioria cor-de-rosa. Eu descobri que aquela era a cor que eu mais amava e que mais gosto até hoje.
          Bem, depois de um tempo, continuar tendo a Porcina como referencial, não pega bem, mas como abandonar o rosa e a música?


              

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Deixem o amor em paz!


                Eu não aguento mais ouvir falar de amor! Parem por favor!!!
             Impossível que num mundo tão grande e cheio de acontecimentos não haja outras coisas que possamos conversar, comentar ou publicar no facebook. Parece que ultimamente não há fome, não há guerra, não há perspectivas profissionais, não há uma piada de português ou de papagaio, o que existe é apenas o amor, ou, pior ainda, a falta dele.
             Quanto mi mi mi, quanto ninguém me ama, ninguém me quer. E, ao contrário dos manuais de auto-ajuda eu não vou dizer para cuidar do jardim que as borboletas vêm. Isso é balela, sabem tão bem quanto eu que as borboletas mais formosas parecem urubus, gostam é de aterros sanitários, não de jardins. Eu vos convido (incluindo-me) a pensar o seguinte: até que ponto precisamos mesmo desse “amor”?
             Diga-me encalhada (o) ou ciscador (a): será que esse amor de cinema americano não é mais uma coisa que bombardeando sua mente para vender mais? Claro que não há ser humano sem amor, amamos nossos pais, nossos amigos e porque não aquele gatinho ou gatinha especial, mas daí a só falar e pensar nisso, aí já é um exagero.
             Com ou sem o amor do cinema americano, a vida passa, os bons momentos, as oportunidades, a juventude, tudo vai nos escorrendo pelos dedos, então, em vez de parecer um cachorro de corrida atrás de uma salsicha inalcançável, porque não ser um vira-lata, comer o que aparece, sentir o prazer da liberdade e assustar o carteiro?
               A propósito, alguém sabe da situação do meu Ramalhão no campeonato brasileiro?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

As aulas de música.


                Quando criança pequena lá em São Bernardo do Campo, eu estudei numa escola muito boa onde tínhamos aulas de informática (no DOS) e de música, tudo isso no pré III e na 1ª série.  Das aulas de informática eu aprendi a digitar meu nome sem olhar no teclado e pelo meu bom comportamento eu sempre ganhava do professor Bruno, noivo da professora Cida de matemática e ciências, uma folha cheia de desenhos pixelizados impressos em branco e preto, numa impressora matricial que fazia um barulho infernal, cujas folhas tinham uma rebarbinha adorável de tirar.
                Das aulas de música com a professora Rita eu tive noções de teoria musical e a oportunidade impagável de ser eu mesma. Para minha sorte, meu pai sempre ouviu música boa e eu sempre gostei de ouvir música com ele. Bem cedo eu aprendi a mexer na vitrola e a ouvir música com fone de ouvido para não incomodar os outros.
                Quando eu comecei a freqüentar a escola, foi bastante difícil, porque os meus colegas não conheciam as músicas que eu gostava e eu não gostava do que eles ouviam, mas tinha vergonha de dizer que não gostava assim como me envergonhava dos meus gostos. Porém, nas aulas de música eu me destacava.
                A professora Rita era fã de Ivan Lins e Sá, Rodrix e Guarabira, na época apenas Sá e Guarabira. Eram artistas e canções que eu estava habituada a ouvir e quando ela ensinava as canções para os colegas eu sempre já sabia e sempre conquistava o posto de ajudante e não contente, ainda sugeria o repertório das aulas seguintes.
                E, no ano do lançamento do álbum Sá, Rodrix & Guarabyra – O Rock Rural de Sá, Rodrix & Guarabyra (1988), eu sugeri que essa música que eu gostava muito
 
                Ai, que alegria quando a professora trouxe para os colegas aprenderem na aula seguinte (é certo que quase ninguém aprendeu). Fiquei tão empolgada que sugeri uma do Ivan Lins do álbum Juntos, a professora Rita de pronto não aceitou e disse que era uma música muito triste para criança saber. Talvez o meu gosto por esse música não fosse senão o prenúncio do meu futuro...