Na minha casa ninguém nunca ligou para futebol, nunca vi meu pai assistir a um jogo inteiro, assistia apenas aos da seleção, por isso, cresci sem nenhum interesse por futebol e sem um time do coração para torcer - depois de grande eu descobri o amor pelo Ramalhão, mas é outra história.
Durante minha adolescência, nos anos 90, os Colírios da Capricho começaram a desabrochar, também foi nessa época que futebol começou a ficar mais popular entre as mulheres e os jogadores mais bonitinhos, como o Raí, o Caio e o Leonardo começaram figurar nas revistas, claro que antes deles outros jogadores foram considerados galãs, mas nada com tanto ênfase.
A minha amiga Graci era maluca pelo Leonardo que jogava no São Paulo, mesmo sendo Corinthiana roxa, mas temos de concordar que ele era uma delicinha crocante. Nessa época eu gostava mesmo era do Rubinho Barrichello, objetivamente eu sei que ele nunca foi bonito, mas eu gosto mesmo é de homens com uma beleza subjetiva, uma beleza especial.
Bem caro leitor, os parágrafos anteriores serviram para dizer que futebol e homem objetivamente bonito nunca me atraíram até a tarde de hoje quando, mudando de canal eu o vi.
Moreno, cabelo muito bem cortado com o "pezinho" impecavelmente aparado, olhos pequenos, redondos, penetrantes e uma roupinha, digo um uniforme, diferente dos demais.
Absurdamente encantada lá fui eu procurar no google "goleiro da seleção paraguaia" e lá me vem:
"Justo Villar é um goleiro paraguaio, joga atualmente no Real Valladolid, clube espanhol . Nasceu em 30 de junho de 1977
Altura 1,80 m
Peso 80 kg
Pé Destro"
Infelizmente, o Justo apareceu no jogo menos do que deveria, por isso, não consegui manter o interesse necessário no jogo, a Emília chegou para fazer minhas unhas, enfim, eu dispersei. Mas, pode apostar que eu revisitarei o álbum da copa com mais atenção e de hoje em diante verei o futebol e os homens objetivamente bonitos com melhores olhos...
Eu comecei minha coleção de Príncipes com 7, mas assim como as princesas da Disney, os Príncipes Marotti podem ganhar um reforço conforme a evolução dos acontecimentos e, assim foi.
O oitavo príncipe é um Príncipe bem particular, por isso, não muito divulgado, embora a postagem dedicada a ele esteja entre as mais lidas, o que muito me orgulha. Agora, chega o nono príncipe.
A condição primordial para que um homem seja um Príncipe Marotti é necessário que o rapaz seja inteligente, bem educado (sim, isso vale para o Príncipe Bruto também), gentil, cavalheiro, inteligente e tenha algo único e especial que transpareça aos olhos de quem prestar atenção.
Então, para falar sobre o meu nono príncipe irei direto ao ponto, àquilo que ele tem de especial que é a sensibilidade. Veja, ser sensível é diferente de ser suscetível, o sensível é aquele que tem uma percepção aguçadíssima, que tem consciência de outro e de si próprio, ao passo que o suscetível é um egoísta, inflexível que só pensa em si próprio e se aborrece com qualquer coisinha. Enfim, a sensibilidade do meu nono Príncipe é visível em seus deliciosos textos.
O dom deste Príncipe, além da sensibilidade, é a facilidade com que ele toca a essência mais feminina até de mulheres duronas como eu, como já disse a ele em outra ocasião, ele consegue com suas palavras despertar a mulherzinha que tentamos sufocar, mas que insiste em não morrer. E, pelo número de pessoas que curtiram isso, ele produz esse efeito em todas, ou pelo menos nas pseudo-duronas.
É minha cara amiga, resumidamente, este é o Príncipe para você sentar e ver a maratona Brothers&Sisters todinha num domingo de chuva, comendo besteirinhas, chorando quando necessário, se encantando, comentando e o fim da história fica a cargo da imaginação de cada uma...
Bem, caros leitores, aqui temos a participação especial de Mário Roberto, O Príncipe Bruto!
As opiniões emitidas abaixo são de inteira responsabilidade do autor do texto embora eu concorde com quase tudo, menos com a forma com que ele se refere à Gal.
No idos anos 80, bem antes de sermos apresentados à cauda dinossáurica da Shakira, a Colômbia era reconhecida por ser país-sede de uma gigantesca organização, digamos, comercial: O Cartel de Medelín.
No auge dos negócios, o grupo chegou a controlar 80% da ditribuição de cocaína ao redor doplaneta.
Um cidadão chamado Pablo Emilio Escobar Gaviria era o chefe desta organização e, através de muito dinheiro “investido” nos afagos aos homens-da-lei, tornou-se Rei daquelas terras pré-Shakirianas.
Reza a lenda que os delatores do sistema imposto pelo cartel eram agraciados com um singelo castigo: Execução pelo método da gravata colombiana.
A “técnica” baseava-se em cortar a garganta do cidadão e puxar para fora a lígua de trapo do imbecil que ousara dedurar o esquema de Escobar. Asfixia na certa.
Enquanto Escobar deitava (mandava, cheirava, matava...) e rolava em Bogotá (não sei porque, mas esse nome sempre me lembra Boi-tá-tá...), a Terra Brasilis ainda estava anestesiada com o recente fim da ditadura, vivendo um híbrido sentimento de alívio e incerteza.
Ninguém sabia ao certo como Tancredo havia morrido, se havia morrido, ou se morreram com ele. Ninguém aguentava mais ouvir “70 Neles” (setenta neles, setenta neles, setenta neles, outra vez Brasil...) na voz afeminada do baianinho Gal Costa. E, para piorar, o long play “Xou da Xuxa” é lançado, alcançando em pouco tempo a marca de 2.622.977 cópias vendidas.
É bem ai, no meio dessa incerteza toda, onde não se sabe se a dita é DURA ou se a dita é MOLE, se a moça se chama Gal ou se é um Galo, e se a Xuxa realmente é um “xou”, que surge uma das canções mais intrigantes da música popular brasileira: “Ela é americana”.
Esta canção é simplesmente um emaranhado de exaltações e informações subversivas, todas cuidadosamente disfarçadas de romance, pieguice, lambada, e outras coisas cafonas.
O compositor é um camarada chamado Solano (a banda chamava-se Solano e seu Conjunto... pense!), ele é paraense e participava do movimento “guitarradas do Pará”. Dentre os expoentes da guitarrada está o GRANDE (e eu não estou brincando não, que o diga Hebert Vianna!) Chimbinha!
“Ela é americana” é uma pérola na arte de se fazer mensagem subliminar. Ninguém me tira da cabeça que no meio de toda turbulência política brasileira, somada às influências caribenhas na região norte, o danado do Solano fez uma puta de uma exaltação ao até então Rei da Colômbia.
Vejamos:
Ela é americana, da América do Sul;
Ela é americana, da América do Sul;
Eu amo uma americana, ela é bacana, linda pra chuchu;
Quando estou na pior, ela está na melhor, ela me dá tutu;
Com ela não tem cara feia, tudo é limpeza, tudo está legal;
Com ela não tem dedo duro, nada de furo, ela é genial;
Gosta de uma maluquice, mas de caretice, ela tem horror;
Gosto da americana, não me fale dela eu lhe peço por favor!
Tô gamado nela, vou me casar com ela;
Não tem deduração, vou fazer com ela uma transação!
Tô gamado nela, vou me casar com ela;
Não tem deduração, vou fazer com ela uma transação!
Agora, me diga: Onde, nos anos 80 (império americano em alta), iria-se encontrar uma mulher da américa do sul que fosse descolada, gostasse de maluquices, e tivesse “tutu” para bancar vagabundo? Mais ainda, por que ela seria “dedo-duro” e daria “furos”? Quem fez o quê, héin?! E, por fim, por que ele pede que não lhe falem dela? Por que falar de uma americana da américa do sul se somos todos “hermanos”?
Não quero dizer que o Solano tenha participado de alguma facção criminosa, ou algo do tipo. Longe disso. Agora, desprezar “Ela é americana” e não classificá-la como uma pérola da subversão, com direito à letra e melodia subliminares, fica difícil!
Esta canção foi um tapa na cara, ou, se preferir, foi uma gravata colombiana na empáfia dos pseudo-intelectuais brasileiros que só entendiam mesmo de pornoXUXADAS, coisas bem aonível “amor, estranho amor” e “Chica da Silva”... Coisas bem ao estilo do Arnaldo Jabor, um cara que eu sinceramente não entendo qual a função dele na mídia nacional. Ele é apenas um Nelson Rubens que sabe falar difícil. Só isso.
Talvez, se Solano aparecesse na TV de vez em quando, o nosso admirável gado novo tb o idolatrasse, assim como fazem com o Nelson, assim como fazem com o Arnaldo.
Eu tinha escrito que te acho triste, uma tristeza bonita, que faz com que você se volte para dentro e procure tornar a vida dos outros melhor. Mas, ainda assim, nenhuma tristeza é agradável.
Escrevi que te acho bonito, pela forma como você projeta a cabeça para frente, com um olhar firme, seguro de si, se impondo lindamente, fazendo com que você seja para poucos, para os que não se intimidam e para os que se dispõem a ir além daquilo que você deixa.
Também escrevi que toda vez que eu te via sem te ver, a vontade que eu tinha era de te abraçar bem forte e ficar assim, em silêncio para que você sentisse tudo o que a minha intuição me diz sobre você e que eu não acho palavras para escrever.
Eu tinha escrito isso antes, agora eu escreveria tudo de novo e ainda falaria dos seus olhos vivos, tão escuros e brilhantes que hipnotizam, também falaria das suas mõs firmes, delicadas e calmantes e falaria do seu brinco, mas o que eu falaria mesmo é quer ser meu amigo, ouvir minhas teorias loucas, se embebedar da minha efusividade e esquecer o mundo por algumas horas comigo?
Este post encerrará, pelo menos por enquanto, a série dos Príncipes Marotti.O fato de ter sido deixado por último não significa que o príncipe seja menos importante, mas sim que ele é clássico (e também aniversariante do dia).
Às moças que meninas sonharam em crescer conhecer o homem ideal, com quem dividirão uma casa espaçosa com quintal e jardim, animais e filhos e que depois de crescidas, em função das mazelas da vida perderam a esperança de conhecer tal varão, eu digo: Ele existe e é um dos meus príncipes.
Elegante, erudito, culto, inteligente, poliglota, honesto, gentil, bom caráter, romântico de arrancar suspiro dos corações mais duros e, porque não dizer, bonitão. Lendo assim, você deve ter pensado: esse foi o príncipe que deu no saco da Cássia Eller quando ela ainda era uma garotinha sentada com suas meias três quartos e eu vos digo, não não.
Eu já vi o lado ácido do meu príncipe, as piadinhas politicamente incorretas, a efusividade etílica, as histórias de sedução, enfim, um lado B que em vez de lhe denegrir, o enaltece ainda mais.
Não poderia perceber esse homem completo, amigo de primeiríssima, com personalidade rica e generosidade ímpar que me encanta tanto como outra coisa senão como meu Príncipe Armorial.
Parabéns meu amigo, siga assim, sendo tudo isso, um Príncipe Armorial valente como um Leão do Norte, para deleite da população feminina que ainda pode acreditar nos seus sonhos de infância.
P.S.: Qual outra trilha lhe seria mais apropriada que essa?
Todos os príncipes até agora descritos, são bonitos, mas este foi o único cujo encanto foi despertado pela beleza. Ele é gato, grandão, uma beleza de moreno e a voz?
Entretanto, se ele não tivesse me entendido antes de mim, se não tivesse o talento e o gosto por agradar, seria só mais um bonitão e não a minha melhor história.
Com ele tudo é simples, tudo flui e, não raro flui mais do que deveria. Seu encanto não está nas suas qualidades óbvias, mas na sua dinâmica particular, para tê-lo é necessário abrir as mãos, fechar os olhos e aventurar-se.
Esse príncipe é etéreo em todos os sentidos, por isso, é controverso e só pode ser considerado príncipe se compreendida a sua lógica particular onde a única certeza é a surpresa.
O meu príncipe de hoje é high-tech, um geek tipicamente paulistano, branquinho, de óculos e politicamente conservador.
De todos os príncipes este é o mais antigo, são muitos anos, nem me lembro bem quantos, de amizade honesta e real mantida em ambiente virtual.
Meu príncipe é todo coração, sensível, justo e confiável, é irritantemente correto, se alimenta direito, pratica exercícios físicos, economiza água, recicla o lixo e denuncia irregularidades, quase um galã de filme americano.
Ele é o meu ombro, meu espelho, meu farol, é para ele que eu quero contar tudo o que acontece, o que devia ter acontecido e aconteceu, o que não devia ter acontecido e aconteceu e o que está por vir. É o meu confidente, meu contraponto e é muito diferente de mim. Olhando assim, nós dois separados, nossa amizade seria improvável, mas como a amizade é a arte do impossível cá estamos nós, unidos para todo o sempre.
Quem quiser conhecer esse meu príncipe, olha o canal dele no youtube
Bem, ontem eu deveria ter postado sobre o meu quarto príncipe, mas não sei por que, não saiu de jeito nenhum o fim do texto. Então, falhou. Mas, hoje quando eu estava chegando ao trabalho eu recebi uma mensagem, justamente do meu príncipe e o final do texto veio assim, bem facinho...
De todos os príncipes este é o mais difícil de descrever, porque o amo tanto que não é fácil ser isenta. Na verdade, ele é mais um anjo do que um príncipe. Um anjo por vezes rebelde, de personalidade forte tanto quanto o seu caráter que a cada dia que passa se mostra mais íntegro.
Essse príncipe é bonitão, traz as mãos cheias de futuro e estar perto dele é ter 20 anos de novo, embora eu faça questão de mimá-lo e tratá-lo como meu filhinho.
Esse meu príncipe anjo faz com que a cada dia eu descubra, reafirme e dê sentido à amizade, o melhor sentimento que o ser humano pode desenvolver em tantos anos.
Ficaria aqui falando dele por toda a eternidade, falaria do seu riso honesto, dos seus olhos brilhantes, do seu abraço acolhedor, da sua sensibilidade precisa, capaz de me fazer chorar com um SMS, da sua personalidade forte e vigorosa. Enfim, qualidades encantantes para ele não faltam.
Agora, meu príncipe seguirá a sua estrela, prenúncio de um belo futuro e eu estarei ao seu lado, mesmo que de longe, torcendo sempre para que ele continue sendo o melhor homem do mundo!
Se em vez de príncipe eu tivesse decidido aproveitar a moda do momento e me dedicado aos vampiros, o meu terceiro príncipe seria o Vampiro Doidão, aquele da música do Raul Seixas cujo gato pôs um ovo. Isso por que, o meu príncipe de hoje é um bicho bruto, sem cerimônia te chama de gorda, mata barata a tapa e pede licença para miijar (é, segundo ele, velho urina, mulher, criança e gay fazem xixi e homem mija...).
Pode parecer estranho, mas toda essa tosquice é muito encantadora, por que é natural, retrato da espontaneidade, do bom humor e da inteligência apuradíssima do Príncipe, qualidades que o fazem transitar entre extremos como uma obra de cordel e ser das melhores companhias para conversar horas a fio sem perder o assunto, sem ter vontade de parar, já que ele não se rende.
O Príncipe Bruto é expansivo, no olhar, nos gestos e no sorriso, na cultura, na fala calma de sotaque forte, a impressão é de que ele quer tomar o mundo e a certeza é de que o mundo se rende a ele.
O meu segundo príncipe é de todos talvez o que mais me cause encantamento, por que é o que eu menos encanto.
Pele cor de canela, cabelos muito escuros, olhos muito vivos e um sorriso "ancho" esse príncipe encanta pela sua inteligência, seu raciocínio rápido e sua capacidade de cuidar e sua bondade latente. É de todos os príncipes talvez o mais acolhedor, qualidade daquelas pessoas que a gente gosta e não sabe porque.
Diferente dos demais príncipes que eu consigo observar melhor, esse príncipe eu observo pouco. Ele se dá aos poucos, com precisão e altivez, por isso, é tão charmoso, por isso, é príncipe.
Walt Disney ganhou muitos dinheiros explorando a imagem das princesas das histórias tradicionais medievais. Essas princesas, por sua vez, vêm de geração em geração orientando e padronizando o comportamento feminino frente ao mundo e à vida. Como eu tenho por objetivo fazer algo muito importante e ainda ganhar dinheiro com isso, eu vou criar os Príncipes da Marotti, baseados em homens reais, vou escrever histórias de príncipes possíveis que serão um ícone para o comportamento masculino e feminino. Serão criadas animações, mangás, filmes, livros, produtos licenciados em geral, será um sucesso puro.
Os Príncipes da Marotti são encantantes, ou seja, são suficientemente especiais para causarem uma admiração genuína, o que é muito difícil em tempos de mediocridade generalizada.
Obviamente, a fim de evitar a fadiga e possíveis mal entendidos sobretudo com as princesas escolhidas por estes rapazes tão especiais com quem eu tenho a honra de conviver, não devo citar nomes.
Ah, também vale ressaltar que todos os príncipes são igualmente importantes, a ordem é meramente para obedecer ao cartesianismo do mundo.
O primeiro dos Príncipes da Marotti é a imagem da paz. Olhá-lo é ficar bem. Um rapaz de olhos firmes e uma postura impecávelmente coerente com sua crença.
Educado, gentil, inteligente e bem humorado, uma das coisas que mais chama a atenção é o amor que ele tem por sua irmã. A solidariedade para com a sua família e a capacidade de assumir para si a responsabilidade pelo seu sucesso e felicidade em vez de ficar esgueirado nos erros dos pais tomando-os como desculpa para a vadiagem.
Certamente a Aninha (irmã do príncipe) será uma mulher muito realizada, escolherá um bom marido, porque tem como referêncial masculino um homem gentil, respeitoso com as mulheres e digno.
Será assim também a pessoa destinada a casar com ele, porque o fato de ser bom, não o torna em momento algum bobo ou joguete de ninguém, posto que é corajoso e convicto de suas crenças.
Às vezes, quando eu vejo alguém com um carro adesivado com o nome de Jesus, ou pessoas que trazem em suas roupas o nome de Deus tendo atitudes anti-humanas, por menores que sejam eu penso: Se eu fosse Cristo, descia aqui e quebrava tudo, mandando tirar o meu nome dessa palhaçada. Porém, quando eu lembro do meu príncipe,de sua fé e de sua coerência que o faz ser um testemunho vivo da postura cristã, eu penso: Jesus deve se sentir muito feliz, sabendo que pessoas como ele fazem a fé na humanidade valer a pena.
Um dia, eu chamei o Fernando de príncipe e ele replicou dizendo que era um rei, já que o facebook lhe havia concedido uma coroa. Então, fiquei pensando um jeito de explicar como que, para mim, príncipe é muito mais que rei.
O rei é velho, por mais justo e bondoso que seja, é sempre alienado e ultrapassado. O príncipe, ao contrário representa a renovação, ele é antenado, vigoroso, a expressão de tempos melhores. O príncipe enfrenta dragões, é destemido, corajoso em todos os sentidos.
Não adianta, ninguém há de me convencer que o príncipe é menos que o rei.
Aproveitando o ensejo, segue uma canção do príncipe do samba Roberto Silva (muito melhor que o rei Roberto Carlos) com o grupo Casuarina. Atentem para a letra, super atual apesar de ter sido composta e gravada no final dos anos 50.