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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Querido Blog

Querido Blog,
O meu dia começou bem difícil, mais pesado que eu, fazia uma sombra que cobria tudo e não tinha nenhum pedacinho de luz, quando eu pensei que não ia aguentar saí para tomar ar e ver a luz do dia de todo mundo, aí eu encontrei o Viny Venancio e a Fran.
Depois, almocei com a @ Regiane Silvestre, continuei fazendo o trabalho que eu gosto, mas de novo eu pensei que não fosse aguentar e lá tinha a cutucada do @ Fernando Cavalcanti, depois o caminho de volta com o @ Ivan Renê Borsetto.
De banho tomado, barriga cheia, na minha cama quentinha vendo a novela, tudo deveria estar bem, mas de novo a sombra do dia pesado me rondou e antes que ela ficasse grande demais, eu apelei para o maior amor do mundo e mandei uma mensagem para o meu filhote @Rafael de Sousa, claro que antes disso eu tive que gritar para o @João Antonio Cardoso devolver meu celular.
E no fim das contas, o dia que era muito pesado e escuro não ficou mais leve, mas eu tive várias lanternas e muias mãos para me ajudar a carregá-lo...

P.S.: Eu não acredito em nada, mas eu gosto tanto de alguns santos, principalmente Santo Antônio...

 

quarta-feira, 2 de março de 2011

A cantora e a cerveja

O fato da eterna cantora teen ser a garota propaganda da cerveja polêmica:

(    ) aumentou o salário

(    ) diminuiu as enchentes na sua cidade

(    ) diminuiu os bolsões de pobreza

(    ) melhorou a educação pública

(    ) melhorou o transporte público

(    ) melhorou o trânsito

(    ) melhorou a qualidade da saúde

(    ) fez com que você fosse promovido

(    ) fez com que aquele rolo enrolado desenrolasse

(    ) fez com que o Kadafi fosse deposto num processo pacífico

( X ) Não mudou em nada a minha vida, a do país e a do mundo

Bem, se asssim como eu, você assinalou a última alternativa, você assim como eu deve estar se perguntando: Por que tantas pessoas perdem tempo e energia para falar de um assunto tão sem importância?
Pense comigo: quando você não gosta de um assunto, um programa de TV, uma pessoa ou um artista que não causa o menor impacto na sua vida ou no mundo e mesmo assim você gasta a sua energia para falar mal, você está produzindo um efeito contrário. No caso da cantora, você está apenas e tão somente ajudando os publicitários, a moçoila e a cervejaria a divulgarem a marca e ganharem dinheiros ás suas custas. Afinal de contas, a propaganda e a alma do negócio.
Proponho o seguinte: que tal usarmos nossa indignação para algo que realmente importa? Ou então, divulgarmos o que merece.

P.S.: Mudando de pato para ganso, adoro isso


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Antes ser um jeca jóia do que um "muderno" bijuteria

Já aconteceu com você de ouvir uma música, ou um trechinho, gostar e não saber muito bem onde ouviu? Pois comigo acontece direto e, uma dessas canções já foi até título de uma das minhas postagens, até porque concordo muito "se farinha fosse americana, mandioca importada, banquete de bacana era farinhada". Esse trecho há muito ecoa em minha cabeça, com ritmo e tudo e eu não sabia bem de onde vinha.
Por não saber de onde vinha, fui procurar e me deparei com uma grata surpresa, o violeiro Xangai, um baiano descendente direto de bandeirante e de um talento inigualável.
A música citada chama Nóis é jéca, mais é jóia e garantiu ao seus compositores, Xangai e Juraildes da Cruz o prêmio Sharp em 1998.
Antes ser um jeca jóia do que um "muderno" bijuteria




quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Príncipe é mais que rei

Um dia, eu chamei o Fernando de príncipe e ele replicou dizendo que era um rei, já que o facebook lhe havia concedido uma coroa. Então, fiquei pensando um jeito de explicar como que, para mim, príncipe é muito mais que rei.
O rei é velho, por mais justo e bondoso que seja, é sempre alienado e ultrapassado. O príncipe, ao contrário representa a renovação, ele é antenado, vigoroso, a expressão de tempos melhores. O príncipe enfrenta dragões, é destemido, corajoso em todos os sentidos.
Não adianta, ninguém há de me convencer que o príncipe é menos que o rei.
Aproveitando o ensejo, segue uma canção do príncipe do samba Roberto Silva (muito melhor que o rei Roberto Carlos) com o grupo Casuarina. Atentem para a letra, super atual apesar de ter sido composta e gravada no final dos anos 50.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender...

Quando eu lembro da faculdade, eu não lembro dos textos que li e dos conceitos que aprendi, talvez porque minha vida profissional tenha dado errado e eles nem me sejam muito úteis. Mas, eu lembro da farra da van, das piadinhas dos professores e, principalmente da música que o Rago, nosso professor de Sociologia Geral sempre cantava para explicar o materialismo histórico dialético: "As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender..."

domingo, 16 de janeiro de 2011

É assim: eu não gosto de música sertaneja, nem a universitária do Luan Santana e nem a Ensino Médio do Chitãozinho e Xororó. Até aí, tem um monte de gente que também não gosta. Por outro lado eu gosto de música caipira. Não que seja meu gênero favorito, mas música caipira é a alma musical do meu estado, é um gênero importante e integrante da cultura brasileira.
Eu vejo que todos os estados do país se orgulham da sua velha guarda e, no país todo se fala da velha guarda do samba, do forró, mas, pouco se fala da velha guarda da música caipira exceto dois programas de televisão: Sr. Brasil e Viola Minha Viola, ambos na TV Cultura de São Paulo e, ambos apresentados por dois ícones da cultura popular nacional Rolando Boldrim e  Inezita Barroso.
Por isso, eu vou postar aqui um vídeo de uma dupla que eu muito gosto. As Galvão, Mary e Marilene, formam uma das duplas mais conhecidas, com cerca de 300 músicas gravadas, 54 anos de carreira e produzidas por um dos maiores maestros e produtores da música caipira, Mário Campanha. Eis a prova de que caipira é caipira e sertanejo é sertanejo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Já ouviu Rita Ribeiro?

A cantora maranhense nem é tão desconhecida assim, até que toca bastante naquelas rádios que tocam MPB, já cantou trilha de novela, mas o melhor está lá escondidinho no disco (eu vou morrer falando disco).
O show dela é um escândalo, principalmente quando ela homenageia a cabocla Jurema, é de arrepiar até quem é ateu.
Eu, particularmente, gosto de artistas com postura e Rita é uma delas, defende sua crença e, mais que isso, a cultura afro de uma forma bastante legítima, enquanto muitos preferem omitir ou negar por medo do preconceito. Infelizmente, não toca no rádio...

sábado, 8 de janeiro de 2011

A minha geração...

A minha geração tinha tudo para ser a mais brilhante de todos os tempos. Nascemos ao final do milagre econômico da ditadura militar, num mundo dividido entre capitalismo e comunismo com um muro bem no meio da Alemanha. Conhecemos a TV em branco e preto, o disco de vinil, a fita cassete e o wlakman.
Vimos um presidente ser eleito de um jeito meio torto, morrer antes de assumir e o país ir parar no colo do Sarney tudo isso ao som de Coração de estudante do Milton Nascimento.



Minha geração viu um presidente esportista ser eleito, os mercados serem abertos, chegarem carros russos, vídeos cassetes, televisores de controle remoto e o CD substituir o vinil.
Os mais crescidinhos da minha geração pintaram a cara, muito inflamada pela mídia, pintou o rosto, saiu às ruas e acreditou que depôs o presidente esportista e lá se tinha o impeachemant.
As pessoas da minha geração brincaram com ATARI, ganharam máquina de escrever portátil e presenciaram entusiasmadas a popularização dos computadores com internet discada.
Enfim, a minha geração viu em um curto período de tempo avanços tecnológicos sem precedentes, das fitas cassetes com as músicas gravadas das rádios ao mp3 baixado da net, da internet discada à conexão wi-fi, da fita cassete ao blue ray, da T.V. de controle remoto à de plasma. Tudo isso a minha geração presenciou e eu não me canso de perguntar: Por que não existe nenhum gênio das artes?
Na geração do meu avô, por exemplo, muitos grandes nomes da música, da literatura e da pintura já haviam se estabelecido e sido reconhecidos entre os vinte e tantos e os trinta e todos.
Será que a gente vai deixar como legado para os próximos apenas botão para apertar e coisas para comprar?
Juro que não quero crer no fim da história, não quero crer que a humanidade já alcançou o grau máximo da evolução de sua subjetividade, por que, se assim for, estamos fritos!