Total de visualizações de página

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Príncipe Bruto

Se em vez de príncipe eu tivesse decidido aproveitar a moda do momento e me dedicado aos vampiros, o meu terceiro príncipe seria o Vampiro Doidão, aquele da música do Raul Seixas cujo gato pôs um ovo. Isso por que, o meu príncipe de hoje é um bicho bruto, sem cerimônia te chama de gorda, mata barata a tapa e pede licença para miijar (é, segundo ele, velho urina, mulher, criança e gay fazem xixi e homem mija...).
Pode parecer estranho, mas toda essa tosquice é muito encantadora, por que é natural, retrato da espontaneidade, do bom humor e da inteligência apuradíssima do Príncipe, qualidades que o fazem transitar entre extremos como uma obra de cordel e ser das melhores companhias para conversar horas a fio sem perder o assunto, sem ter vontade de parar, já que ele não se rende.
O Príncipe Bruto é expansivo, no olhar, nos gestos e no sorriso, na cultura, na fala calma de sotaque forte, a impressão é de que ele quer tomar o mundo e a certeza é de que o mundo se rende a ele.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Príncipes Marotti II

O meu segundo príncipe é de todos talvez o que mais me cause encantamento, por que é o que eu menos encanto.
Pele cor de canela, cabelos muito escuros, olhos muito vivos e um sorriso "ancho" esse príncipe encanta pela sua inteligência, seu raciocínio rápido e sua capacidade de cuidar e sua bondade latente. É de todos os príncipes talvez o mais acolhedor, qualidade daquelas pessoas que a gente gosta e não sabe porque.
Diferente dos demais príncipes que eu consigo observar melhor, esse príncipe eu observo pouco. Ele se dá aos poucos, com precisão e altivez, por isso, é tão charmoso, por isso, é príncipe.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Príncipes Marotti

Walt Disney ganhou muitos dinheiros explorando a imagem das princesas das histórias tradicionais medievais. Essas princesas, por sua vez, vêm de geração em geração orientando e padronizando o comportamento feminino frente ao mundo e à vida.  Como eu tenho por objetivo fazer algo muito importante e ainda ganhar dinheiro com isso, eu vou criar os Príncipes da Marotti, baseados em homens reais, vou escrever histórias de príncipes possíveis que serão um ícone para o comportamento masculino e feminino. Serão criadas animações, mangás, filmes, livros, produtos licenciados em geral, será um sucesso puro.
Os Príncipes da Marotti são  encantantes, ou seja, são suficientemente especiais para causarem uma admiração genuína, o que é muito difícil em tempos de mediocridade generalizada.
Obviamente, a fim de evitar a fadiga e possíveis mal entendidos sobretudo com as princesas escolhidas por estes rapazes tão especiais com quem eu tenho a honra de conviver, não devo citar nomes.
Ah, também vale ressaltar que todos os príncipes são igualmente importantes, a ordem é meramente para obedecer ao cartesianismo do mundo.
O primeiro dos Príncipes da Marotti é a imagem da paz. Olhá-lo é ficar bem. Um rapaz de olhos firmes e uma postura impecávelmente coerente com sua crença.
Educado, gentil, inteligente e bem humorado, uma das coisas que mais chama a atenção é o amor que ele tem por sua irmã. A solidariedade para com a sua família e a capacidade de assumir para si a responsabilidade pelo seu sucesso e felicidade em vez de ficar esgueirado nos erros dos pais tomando-os como desculpa para a vadiagem.
Certamente a Aninha  (irmã do príncipe) será uma mulher muito realizada, escolherá um bom marido, porque tem como referêncial masculino um homem gentil, respeitoso com as mulheres e digno.
Será assim também a pessoa destinada a casar com ele, porque o fato de ser bom, não o torna em momento algum bobo ou joguete de ninguém, posto que é corajoso e convicto de suas crenças.
Às vezes, quando eu vejo alguém com um carro adesivado com o nome de Jesus, ou pessoas que trazem em suas roupas o nome de Deus tendo atitudes anti-humanas, por menores que sejam eu penso: Se eu fosse Cristo, descia aqui e quebrava tudo, mandando tirar o meu nome dessa palhaçada. Porém, quando eu lembro do meu príncipe,de sua fé e de sua coerência que o faz ser um testemunho vivo da postura cristã, eu penso: Jesus deve se sentir muito feliz, sabendo que pessoas como ele fazem a fé na humanidade valer a pena.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Se farinha fosse americana, mandioca importada, banquete de bacana era farinhada.


Ontem fui ao cinema com o meu querido amigo e filhote Rafo. Estar em sua companhia seja fazendo o que for é sempre agradabilíssimo, sobretudo, quando andamos de braços dados e as pessoas nos olham com certa perplexidade pensando que eu tenho um caso com um rapazinho bonitão e uma década mais novo. Mas, isso não vem ao caso nesse momento, o que importa aqui é comentar sobre o filme que assistimos: O cisne negro.
O filme tem lá o seu valor, o que faz que em vez de simplesmente ruim, ele seja angustiantemente ruim!
Trata-se da história de uma bailarina que almeja o papel principal no balé O Lago dos Cisnes e para isso tende lidar com questões internas todas relacionadas ao sexo. A atriz Natalie Portman que interpreta a protagonista, favorita ao Oscar, até que trabalha direitinho, o problema é a personagem principal que é uma chata.
Após assistir o filme, fui procurar as críticas, geralmente, faço isso antes de assistir, nesse caso, eu teria caído do cavalo, porque as críticas foram até bem generosas com a obra, ressaltaram como o diretor Darren Aronofsky explorou de forma freudiana os conflitos da protagonista, blá, blá, blá...
Na minha modesta, porém honesta opinião, o filme é muito ruim. O diretor perde a mão nos recursos de supreender o espectador na confusão entre realidade e delírio, chega uma hora que fica cansativo, feito bêbado em fim de festa.
As cenas de sexo então, nem se fale. É Natalie Portman se masturbando, Natalie Portman em cena de sexo homossexual, Natalie Portman sendo alisada e Natalie Portman alisando. Os homens, obviamente, piram nessa sacanagem toda, mas objetivamente falando, se o filme tivesse sido dirigido pelo Zé do Caixão e a protagonista fosse interpretada pela Matilde Mastrange em plena década de 1970 todo mundo ia torcer o nariz e chamar de pornochancada.
Por isso, meus caros, como diz a múscia: se farinha fosse americana, mandioca importada, banquete de bacana era farinhada...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Hablar español

Depois do português o idioma com o qual eu mais me identifico é o espanhol, acho a sonoridade linda, praticamente se fala como se escreve, e em canções dá um toque de sentimento que nenhum outro idioma proporciona.
Esses dias, ouvi de uma amiga poliglota que espanhol é brega, e músicas em espanhol, sobretudo as latinoamericanas são mais bregas ainda. Refletindo sobre, cheguei a conclusão de que a minha amiga tem certa razão, considerando que o brega prima pela estética do exagero e as canções latino-hispânicas sempre pendem para o exagero, principalmente nos arranjos onde se pode ouvir muitos metais nas regiões médias.
Independente de qualquer coisa, o fato é: eu gosto do idioma espanhol e gosto mais ainda de ouvir canções interpretadas por vozes primorosas como a de Eugenia Leon, a maior cantora mexicana do mundo!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hoje é dia de Yemanjá! Odoyá!

A mitologia africana é extremamente rica e variada, os orixás desempenham papéis diferentes conforme cada uma das etnias, da mesma forma, que por ser oral, muito da mitologia se perde.
Apesar disso, existem alguns traços comuns sobre Yemanjá como o fato dela ter surgido para fazer companhia a Olodumaré, logo assumiu seu posto de senhora da criação. Entregou cada parte da natureza a um de seus dez filhos.
Outra questão é a do estupro por um de seus filhos, algumas tradições dão o fato como certo, procedido da fuga, da exaustão pela fuga onde seu ventre se abriu e dele surgiu os Orixás. As águas salgadas seriam as lágrimas que vertem dos seus ernormes seios pela violênica sofrida. Em outras tradições, o estupro não se consumou, a fuga e a exaustão ocorreram, mas as águas salgadas seriam produto da quebra de uma garrafa que ela trazia como presente de sua mãe.
Há ainda a questão de Yemanjá ser a protetora das cabeças após ter enlouquecido e curado seu marido.
Enfim, entre tantos mitos e lendas, hoje é o dia da Senhora das Águas, linda e poderosa em seus tons de prata e azul.
ODOYÁ!


Ah, o amor...

Ontem foi um dia que todo mundo decidiu falar de amor, de coração partido. Houve quem desenvolvesse uma discussão extensa no facebook, quem se declarou e não foi correspondido e ainda quem se desiludiu porque tinha certeza de que o jogo estava ganho, mas no amor, assim como no futebol, o jogo só acaba quando termina, a derrota imprevista foi inevitável.
E se eu pudesse ter musicado cada cena que eu vi, seria assim:

Nervos de Aço (Lupicínio Rodrigues - 1947) Na interpretação do próprio, inventor da dor-de-cotovelo, termo que se deve ao fato de que desiludidos apoiam os cotovelos sobre o balcão do bar e lá permanecem até afogarem todas as mágoas, quando terminam e quando passa o efeito do álcool, lá estão os cotovelos doendo...

"Há pessoas com nervos de aço
Sem sangue nas veias
E sem coração
Mas, não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito é ciúme, despeito amizade ou horror,
Eu só sinto é que quando a vejo
me vem um desejo de morte ou de dor"







Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto - 1947)
A interpretação é do Ney Matogrosso, por que não encontrei a original em vídeo e não sei fazer um podcast


"Quando o infortúnio nos bate á porta
O amor nos foge pela janela"







Laranja Madura (Ataulfo Alves - 1966) Na interpretação do sensacional Casuarina
"Laranja madura
Na beira da estrada,
Tá bichada Zé,
Ou tem marimbondo no pé."




Me voy (Julieta Venegas - 2006) na interpretação da própria.



"No voy a llorar y decir que no merezco esto
Porque es probable que lo merezco
Pero no lo quiero
Por eso
Me voy
Que lástima pero adios
Me despido de ti y me voy"