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domingo, 30 de janeiro de 2011

Devaneios dominicais

Quando eu era criança eu amava os domingos que sempre começavam bem com um passeio com o meu pai pela manhã. Às vezes nós íamos à Cidade da Criança, outras íamos tomar caldo de cana na Praça Lauro Gomes, mas antes nós passávamos no mercadinho e comprávamos milho para dar aos pombos que ficavam por lá. Outras vezes nós íamo à Feira do Verde no Riacho Grande, ou ainda ao Parque do Estoril.
Sempre tinha um programa diferente no domingo pela manhã, isso, é claro, depois da minha mãe ter vindo da feira e ter trazido um pão de queijo gigante da padaria do Sr. Luís, ou então cozinhar ovos molinhos para nós. Também o café da manhã aos domingos era especial.
Nos dias de chuva e frio, meu pai e eu assistíamos ao Som Brasil apresentado pelo Lima Duarte.
Algumas vezes, nós almoçávamos em casa, outras almoçávamos fora, mas o almoço do domingo era sempre o melhor almoço do mundo.
A tarde, o domingo nos convidava para uma soneca sagrada depois ou durante o filme (dependendo, obviamente da qualidade dele).
Como tudo tem um fim, o domingo também tinha, mas este era marcado pelos Trapalhões e pelo Show de Calouros do Sílvio Santos.
Hoje os domingos não tem mais tanta graça,  geralmente eu estou trabalhando e, por falar em Trapalhões - domingo - trabalho - eu não podia deixar de postar. Em especial à minha querida amiga Camila Santinon.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Chiste!

Em se tratando de gente, defeitos são características que incomodam o indivíduo que as possuem ou aos outros, atrapalhando de alguma forma a convivência social harmônica e feliz.
Dentre os muitos defeitos que tenho, o que mais me atrapalha é o fato de eu ser uma chistosa inveterada, daquelas que perdem o amigo, o namorado, o colega de trabalho, os parentes, mas não perdem o chiste.
Ultimamente eu tenho conseguido me controlar, quase sempre eu consigo manter a piada presa no meu pensamento. Não a externalizo, mas às vezes não dá e, quando eu vi, eu já falei. Por essa razão, de uns tempos para cá, eu encontrei uma solução muito mais simples do que quase explodir com uma piadinha presa na garganta: tenho procurado conviver com iguais e tem sido muito melhor.
Mas, esse meu gênio chistoso continua me intrigando, principalmente após ter lido um texto do linguista Sírio Possenti em que ele afirma, à luz de Freud que "os chistes são formas de expressão do inconsciente (assim como so sonhos)", o autor continua " [os chistes] São a expressão do inconsciente porque substituem ações que só não levamos a cabo porque somos 'civilizados' - vale dizer, recalcamos certos desejos."
Bem, até antes do texto do Sírio Possenti eu desconhecia o interesse de Freud pelos chistes, agora eu me interessei pelo interesse de Freud e estou lendo "Os chistes e sua relação com o inconsciente." Quem sabe Freud também não passava de um grande chistoso...

P.S.: Artigo do Sírio Possenti http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4912918-EI8425,00.html
P.S.2: Link da versão e-book do livro do Freud:   http://www.cipedya.com/doc/101731

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Buena Vista

Um dia um guitarrista estadunidense chamado Ry Cooder acordou e disse: vou para Cuba encontrar música boa porque aqui está difícil. Ry pegou seu filho, combinou com uns contatos e partiu para Cuba resgatando os grandes nomes da música dos anos 40 e 50 que estavam perdidos pela ilha. Com muito esforço, uma romizeta e um poderoso aparato de marketing Ry juntou todos eles e os trouxe para os holofotes mundiais com o nome de Buena Vista Social Club.




Como pode se ver, a maioria dos integrantes do grupo são homens, mas duas mulheres se destacaram, Teresa García Caturla e a mais bela voz feminina em atividade Omara Portuondo. No vídeo abaixo, as moças dividem o vocal de Killing me soflty.





Infelizmente, muitos dos integrantes originais do Buena Vista já morreram, mas o grupo continua em atividade, inclusive estiveram recentemente no Brasil.









quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Rica como Salvador Arena!

Independentemente do dinheiro que eu não tenho hoje ou do dinheiro que eu possa vir a ter um dia, acredito que pessoas valem mais do que as coisas. Na minha concepção são as pessoas que determinam o valor das coisas e não o contrário.
Quando eu for rica, serei como o Salvador Arena. Investirei o meu dinheiro na produção e valorizarei o meu capital humano. Tratarei os meus empregados com respeito e igualdade de direitos entre homens e mulheres, remunerando-os de forma justa e não somente como manda a lei. Aplicarei no chão da minha fábrica técnicas avançadas de gestão que valorizem o ser humano e faça com que ele tenha orgulho de trabalhar, vontade de prosperar e apoio irrestrito para isso.
Eu vou conhecer o chão da minha fábrica, ouvirei com atenção o que os meus empregados da base da pirâmide têm a dizer. Almoçarei todos os dias com eles, a mesma comida e no mesmo refeitório e não admitirei desperdícios de material, comida ou tempo.
Os meus funcionários de tão satisfeitos produzirão bem e, mesmo remunerando-os de forma justa, acima do que manda o mercado, eu ficarei mais rica, porque terei comigo os melhores e mais comprometidos profissionais. Mas, se a sorte e a economia mundial me abandonarem, eu não abandonarei os meus funcionários, preferirei diminuir a minha margem de lucros, porque eu sabereir, assim como Salvador Arena soube, que é assim que se faz um país próspero.
Em estando muito mais rica, obviamente que eu gastarei um pouco do meu dinheiro com objetos caros, principalmente tecnológicos. Mas, em sendo eu muito simples e acreditando que as pessoas valem mais do que as coisas e que as pessoas determinam as coisas, eu não gastarei todo o meu dinheiro com coisas caras.
Eu vou investir em gente, assim como o Salvador Arena, eu vou construir uma escola e um Centro Universitário e Tecnológico que servirão de referência para todo o país, ou melhor, para o mundo todo.
Na minha instituição de ensino, assim como na do Salvador Arena, além dos filhos dos meus funcionários, qualquer criança ou jovem independentemente do salário dos pais poderá ser matriculado. Mas, como o ensino de qualidade no país é muito falho, a demanda será maior que a oferta, então, para continuar sendo justa, o critério de seleção será o sorteio pela loteria federal, como é no Colégio da Termomecânica.
E quando eu morrer, provavelmente não serei lembrada como exemplo de glamour pelas roupas de grife, as jóias ou as coisas caras que determinavam o meu estilo copiado pelas mulheres e desejado pelos homens. Mas, os meus empregados e as crianças que se formaram na minha escola não terão ressentimento dos ricos, porque saberão que não são as coisas que determinam as pessoas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aos 30 com Mário e Sonic

Quem já jogou Super Mário ou Sonic sabe que, para ter um jogo tranquilo e conseguir concluir, o importante é você passar as fases sempre tendo vidinhas, moedas ou anéis, além dos poderes.
Na vida real, quando se chega aos 30 anos com vida extra, poderes e moedinhas essa é uma fase fantástica, cheia de possibilidades e você tem energia suficiente para enfrentar o Robotinic ou o Bowser.
No entanto, quando você chega aos 30 anos sem vida extra, poderes ou moedinhas, aí a coisa muda, o menor obstáculo se transforma num perigo mortal e você só enfrenta o inimigo maior por que já passou da metade do jogo e, como nos videogames mais antigos não existia a possibilidade de salvar o jogo, dá uma preguiça danada começar tudo de novo, na vida real esse recomeço não existe. Nessas condições, aos 30 anos, sem moedinhas, vida extra ou poderes, a concentração tem que ser redobrada, o menor erro é fatal e isso é muito desgastante, tornando a casa dos 30 mal assombrada e apontando para um futuro blues, como cantou a Elis.



sábado, 22 de janeiro de 2011

A fórmula da imbecilidade

A fórmula é bem simples, em posse dos meios de comunicação de massa e diante de um sistema de ensino falho, ridiculariza-se tudo aquilo que de uma forma ou outra pode fazer das pessoas seres humanos mais conscientes. Apaga-se do consciente coletivo toda a história e valoriza-se a imbecilidade, afinal uma legião de imbecis compra com mais facilidade qualquer coisa. É assim que é feito com a nossa arte, em especial a nossa música.
A música desenvolve o lado esquerdo do cérebro, estimula a cognição e, quanto melhor ela for, ou seja quanto mais elaborada, mais a audição é estimulada e às pessoas aprendem a diferença entre escutar e ouvir. Que lucro teriam as gravadoras, como seria possível empurrar porcariadas goela abaixo do povo e manter a política do pão e circo?
Mas, existem os focos de resistência que, graças à internet mantém a memória viva.
Farnésio Dutra, mais conhecido como Dick Farney foi um ícone da música nos anos 50, um timbre grave, uma afinação perfeita, estilo e elegância que foram esquecidos década a década até chegarmos no que temos hoje...





Aquilo que me fascina

Bebês, bonequinhos fantoches, o Chaves e o Chapolim me causam um sentimento que eu não sei explicar é uma espécia de encantamento mágico, uma alegria sublime, algo inclassificável. Eu gosto de todos os bebês, os que já nasceram e os que ainda estão na barriga das mães e acho que todos eles gostam de mim. Quando um bebê sorri para mim, meu dia está ganho.
Com os bonequinhos fantoches o sentimento é parecido, quando vejo um bonequinho fantoche dançando e cantando, muitas vezes eu me seguro para não chorar de emoção, isso quando não tenho crises de riso homéricas, principalmente com os personagens da Vila Sésamo.
Bem, Chaves e Capolim não são diferentes e ainda me remetem à infância.
Anti-ontem eu achei um vídeo fantástico do Topo Gigio com o Dr. Chapatim, não aguentei de tanta euforia e postei no facebook, mas encontrei outro melhor para colocar aqui, dois vídeos e o episódio completo (ou quase) ;)
Aos meus amigos mais jovens, que não conheceram o Topo Gigio, uma oportunidade e para os que conheceram, a chance de relembrar...